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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004 Por: 18/1/2004 - Ricardo Freire Para você, como é a praia perfeita? Provavelmente, é aquela praia de pôster de agência de viagem: uma enseadinha de águas cristalinas, num tom intermediário entre o verde-água e o azul-turquesa, com areia branquíssima, habitada apenas por coqueiros e freqüentada só por peixinhos. Ah, sim: e com um coqueiro inclinado. Ter um coqueiro inclinado na direção do mar é condição sine qua non para uma praia virar pôster de agência de viagem. Eu não faço questão de tanto. Já fico satisfeito quando a praia tem mar azul - não me venham com praias bege-marinho ou marrom-da-cor-do-mar. Tendo mar azul, minha praia perfeita pode ser selvagem ou urbana, pode ter ondas fortes ou ser do tipo piscininha, pode ter coqueiros, dunas, falésias e até edifícios. Só não pode ter uma coisa: cadeiras de plástico. Está cada vez mais difícil achar a minha praia perfeita. As cadeiras de plástico multiplicam-se feito algas, de Jericoacoara ao Chuí. Elas chegam em bandos e logo estabelecem suas colônias. Você já deve ter reparado: as cadeiras de plástico se postam diretamente na areia, em pequenos grupos de quatro, relacionando-se simbioticamente com uma mesa, também de plástico. O período de reprodução das cadeiras de plástico é o inverno; quando a gente volta, no verão seguinte, elas já plastificaram mais uma faixa de areia. É incrível: em algumas praias, elas já são mais numerosas que os coqueiros. Algumas praias proporcionam condições ambientais perfeitas para o desenvolvimento da espécie. Cadeiras de plástico costumam se reproduzir com maior facilidade em praias com música em altíssimo volume; quanto mais estridente for a aparelhagem de som, melhor para elas. Parece também haver alguma relação entre o crescimento da população de cadeiras de plástico e a proliferação de outras espécies praianas, como buggies, jet-skis e banana boats. Ninguém parece atinar com o desastre ecológico causado pelas cadeiras de plástico na praia. O fato é que, aonde quer que cheguem, elas simplesmente expulsam as espécies nativas. Lembra daquelas cadeirinhas rústicas de madeira que davam charme às praias nordestinas? Entraram em extinção. Mais um ou dois anos, e não vai sobrar umazinha de recordação. Agora que as tartarugas marinhas estão salvas, bem que o Ibama poderia se dedicar a salvar a nossa cadeirinha de praia de madeira rústica. Ai que saudade da cadeirinha de madeira. De vez em quando elas soltavam uma ripinha onde não deviam, mas tudo bem. O nosso bronzeador ajudava a envernizar a cadeira. Hoje, não. O bronzeador da última pessoa a sentar na cadeira de plástico ajuda a envernizar você. Eca. Cadeiras de plástico são como cachorros: vão bem em casa, na calçada, até na piscina - mas, na areia, não. De plástico, na areia, já bastam todas essas garrafas PET abandonadas. Perto das cadeiras de plástico, até as cadeirinhas de alumínio com encosto de náilon ficam rústicas e naturais. Já sei. Como sempre, você vai dizer que eu não entendo xongas do que estou falando. Que as cadeiras de plástico são ecológicas porque não usam madeira. Então qualquer dia desses eu volto ao assunto e faço uma crônica inteira em memória da esteira de praia. Antigamente, todo o mundo levava a sua. É impressão minha, ou naquele tempo havia mais praias com coqueiros inclinados? Pagado às 12:45 AM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATAQuarta-feira, Dezembro 17, 2003 Por: Keillah Mara do N-Barbosa O programa de turismo de Mamirauá está apenas começando. A beleza e as informações acumuladas através de pesquisas de cientistas e do conhecimento tradicional dos caboclos já estão disponíveis para pequenos grupos de visitantes. É possível admirar concentrações de animais da fauna amazônica nunca antes registradas. -------------------------------------------------------------------------------- A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, localizada no Estado do Amazonas, foi à vencedora da votação online e receberá o Prêmio de Turismo Sustentável na categoria Conservação. O prêmio instituído pela Smithsonian Magazine e a Travellers Conservation Foudation é dedicado aos projetos que valorizam e incentivam a proteção do meio ambiente e da cultura local através do turismo. Concorrendo com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá estavam um parque temático no Quênia, o Ngomongo Villages, e um parque na África do Sul, o Zululand Birding Route. "Das idéias de Márcio Ayres a um projeto modelo - A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá" No início da década de 80, o biólogo Márcio Ayres desembarcava em Mamirauá para estudar o Uacari Branco, um macaco raro de ser visto em seu habitat natural. Foi atrás de um primata e ficou impressionado com o ecossistema encontrado na região ¿ as várzeas de Mamirauá, localizada na confluência dos rios Solimões e Japurá, próximo à cidade de Tefé-AM (516 Km distante de Manaus). Uma região coberta por florestas e outras formações vegetais sazonalmente alagadas pelas águas barrentas do rio Solimões. A partir deste momento um sonho foi se transformou aos poucos em realidade. Em março de 1990 foi criada a Estação Ecológica Mamirauá. Este tipo de unidade de conservação não permitia a presença do homem no seu interior. Na reserva vivem ainda hoje centenas de ribeirinhos que daquela floresta e daquelas águas barrentas retiravam seu sustento. A necessidade de criação de um novo modelo que comportasse um projeto participativo exigia um tipo de unidade de conservação que fosse caracterizada pelo surgimento de um novo padrão de desenvolvimento. Em 1996 o Governo do Estado do Amazonas criou a primeira UC que permitia a presença do homem de forma legal - as Reservas de Desenvolvimento Sustentável - RDS. Em 1999 foi criado o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, uma Organização Social, com a missão de "conservar a biodiversidade da Reserva Mamirauá com manejo participativo". O Instituto, em parceria com o Estado, gerencia a Reserva. Para fazê-lo, ele conta com mais de cem pesquisadores, extensionistas e pessoal administrativo. No modelo de conservação proposto para Mamirauá, o componente humano é parte fundamental por meio de um sistema participativo, integrando as comunidades ribeirinhas presentes nas atividades de pesquisa, monitoramento, extensão e fiscalização. O Planejamento e gestão ambiental do turismo em Mamirauá O programa de turismo de Mamirauá está apenas começando. A beleza e as informações acumuladas através de pesquisas de cientistas e do conhecimento tradicional dos caboclos já estão disponíveis para pequenos grupos de visitantes. É possível admirar concentrações de animais da fauna amazônica nunca antes registradas. Milhares de jacarés podem ser observados com facilidade na época da seca. Concentrações de até 15.000 mergulhões e garças são vistos pescando nos lagos, que fervilham de peixes. Nas árvores, grupos numerosos de macacos dividindo os seus espaços com as preguiças e com a beleza das bromélias e orquídeas, surpreendem os visitantes. Os botos tucuxi e cor de rosa encantam como na magia das suas lendas aqueles que os observam. O ecoturismo insere-se no processo de desenvolvimento sustentável da Reserva, que tem a participação das comunidades locais e o respaldo científico para seu monitoramento e acompanhamento. O programa de ecoturismo em Mamirauá foi idealizado como uma das alternativas econômicas ao uso tradicional de recursos naturais. Para atingir seus objetivos, o programa promove a participação local em tomadas de decisão, promove a capacitação e utilização da mão-de-obra local, venda de artesanato e compra de produtos agrícolas. É uma das estratégias para a sustentabilidade do Instituto Mamirauá e uma fonte de renda para a população local. Pagado às 6:24 PM APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATA Por: Marcos Dutra Vai ser cada vez mais difícil convencer seu consumidor que seu biscoito é melhor que aquele baratinho, que seu televisor tem a melhor imagem (quando os tubos vêm de um lugar só) ou que seu celular é de melhor qualidade, quando a mesma fábrica na Ásia faz o seu e o do seu concorrente. A questão é o que pode ser adicionado em termos de conveniência para o consumidor, relacionamento, serviços adicionais e identificação à imagem de marca. A tecnologia, a disseminação da informação e a facilidade de se fazer negócios em um mundo globalizado estão trazendo um desafio não esperado para as empresas: a dificuldade em se realizar lucros. E os grandes vilões são o aumento da concorrência e comoditização. Um bom exemplo é o caso dos provedores de música pela Internet, como o ITunes, da Apple. Por apenas um dólar, o usuário pode escolher qualquer música que lhe agrade e baixá-la para o computador. Muito melhor que termos que comprar um CD com uma série de músicas que geralmente não gostamos, apenas para podermos desfrutar de uma ou duas faixas. Mas mesmo assim, é mais caro que pegar a música de graça na Internet, sem pagar royalties. A realidade é que desse dólar (mais exatamente 99 cents) que a Apple ganha do consumidor, entre 70 a 75 cents vão para direitos autorais. Dos 24 a 29 cents que sobram, 27 cents vão para as empresas de cartão de crédito que processam a transação. É isso mesmo...não sobra nada. É impossível para a Apple aumentar o preço, o que empurraria o mercado para o download pirata, sendo a única alternativa da empresa fazer dinheiro com a venda do aparelhinho que toca os arquivos MP3, o IPod, que já vende mais que os Macintoshs.[i] Um exemplo mais próximo de pressão da concorrência por preços baixos, causada pela tecnologia, é a facilidade que pequenos empresários têm hoje de lançar produtos comparáveis aos das grandes empresas. Nada impede que um investidor do interior de São Paulo, por exemplo, compre da Suiça ou Alemanha uma excelente máquina de fazer biscoitos, contrate uma agência local que tenha os mesmos computadores de uma grande multinacional e faça uma bonita embalagem. Como sua estrutura é mais leve, seu preço geralmente será bem mais baixo. Ganha-se pouco, às vezes sonega-se, mas para um negócio familiar que não sofre as pressões de Wall Street está bom. Este fenômeno tem sido mais explícito no segmento dos refrigerantes, onde depois da entrada das garrafas PET no mercado, ficou difícil convencer o consumidor a não comprar o produto de segunda linha, que agora é até bonitinho, pela metade do preço. Hoje os fornecedores de matérias-primas do setor químico podem entregar a seus clientes pequenos fórmulas de xampús e cremes tão boas quanto as das marcas mais vendidas. As empresas grandes passam a depender então de pesados investimentos em propaganda e geração de brand equity que, apesar de manterem a preferência de marca, estão arrastando a margem de lucro para baixo. Some-se a esta situação a pressão dos supermercadistas e os impostos e pode-se entender o aperto que elas enfrentam. Talvez a solução esteja não em evitar a comoditização, que é um fato consumado, mas em aplicar uma estratégia que algumas empresas de tecnologia nos EUA estão usando. A empresa procura no mercado mundial chips que custam hoje um décimo do que custavam há cinco anos e monta computadores especializados, customizados para certas operações. Também constrói controladores de grandes redes com os componentes de qualidade mais baratos do mercado internacional. A diferença é que estes sistemas possuem um software sofisticado, que mais ninguém tem, que os transforma nos melhores produtos do segmento. Estima-se que o hardware não pese 20% no preço final do produto. Este exemplo pode e deve ser seguido. Vai ser cada vez mais difícil convencer seu consumidor que seu biscoito é melhor que aquele baratinho, que seu televisor tem a melhor imagem (quando os tubos vêm de um lugar só) ou que seu celular é de melhor qualidade, quando a mesma fábrica na Ásia faz o seu e o do seu concorrente. A questão é o que pode ser adicionado em termos de conveniência para o consumidor, relacionamento, serviços adicionais e identificação à imagem de marca. Software mercadológico, em resumo. Se a empresa não conseguir desenvolver este trabalho, vai cair no pesadelo que tem sido o mercado de automóveis há muito tempo. Como as empresas são incapazes de criar qualquer tipo de relacionamento duradouro com o consumidor, o pobre motorista compra o carro, passa por dezenas de péssimas experiências de mau atendimento e problemas de qualidade, para poder dar o troco quando muda de marca ao comprar um novo veículo. Finalmente, é importante notar que não haverá espaço para o meio-termo: apenas empresas muito focadas ou empresas de grande volumes sobreviverão. Concentração e aquisições não são estratégias de lucro, mas de sobrevivência. As grandes multinacionais sabem que precisam comprar as pequenas start-ups, mesmo que esses negócios abaixem momentaneamente sua lucratividade (o preço das ações sempre caem). É que só assim podem manter o market share que possibilita os enormes volumes onde pequenas margens de lucro fazem sentido. Ganha-se pouco em cada produto vendido, mas a soma é imensa. Por outro lado, empresas pequenas que querem ter um futuro devem fugir de commodities como o diabo foge da cruz. Apenas monstros multinacionais conseguirão sobreviver nesse mercados, agindo mais como traders que fabricantes, controlando cadeias de suprimentos internacionais e fornecedores. A lucratividade para os pequenos está em se tornar uma boutique de produtos e serviços customizados com maiores margens, o tipo de atividade que as grandes dificilmente podem assumir. A única exceção é se, como já está se tornando comum, a empresa já nascer com a intenção de ser vendida. Aí o truque é jogar o preço do produto lá em baixo, ganhar muito share para incomodar bem os grandes e arrumar um bom banco de investimento como parceiro nas negociações de venda. Pagado às 6:22 PM APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATA " Tem sido muito difícil encontrar bons profissionais e com experiência. Estamos procurando um operador internacional há três meses e não encontramos ninguém que satisfaça os requisitos da vaga". O último levantamento do Ministério do Turismo aponta que, em 2001, as atividades relacionadas ao turismo empregavam 1,3 milhão de pessoas. Este é um mercado de trabalho que cresce a cada dia, mas também exige que os profissionais aprimorem sua formação constantemente. ¿Tem sido muito difícil encontrar bons profissionais e com experiência. Estamos procurando um operador internacional há três meses e não encontramos ninguém que satisfaça os requisitos da vaga¿, afirma Marcio Moreno, diretor de Planejamento da Traveland Viagens e Turismo. ¿Não é a primeira vez que enfrentamos tal dificuldade. Algumas vezes, a fluência do inglês não nos satisfaz, outras vezes os candidatos têm dificuldades na prova de raciocínio quantitativo¿, diz Moreno. Para o diretor, as empresas são qualificadas de acordo com os serviços prestados, que dependem do desempenho de seus funcionários. ¿É imprescindível que a formação do profissional leve em consideração a realidade do mercado brasileiro, que está extremamente competitivo¿, afirma. O consultor diz que é importante que as empresas do setor aprendam a capacitar seus funcionários. ¿Investir na pessoa certa, no momento certo, com o objetivo certo faz toda a diferença. Mas, a base da formação acadêmica unida ao bom desempenho em cada função pode ser o caminho para o sucesso, tanto do liderado como de seu líder¿, afirma. Moreno diz que já existem ótimos cursos de Turismo e Hotelaria que podem contribuir com a formação, como os da PUCCAMP e do SENAC. Para a pós-graduação, o consultor indica o curso de especialização em Turismo e Hotelaria da FGV. Quesitos mínimos para quem deseja trabalhar no setor: Boa formação acadêmica na área de turismo, comunicação ou administração de empresas; - Inglês fluente; - Conhecimentos gerais de Espanhol, ou outra terceira língua; - Bom raciocínio quantitativo (lógica); - Flexibilidade, adaptabilidade; - Comunicação e alto poder de percepção. Pagado às 6:19 PM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATAQuinta-feira, Dezembro 04, 2003 Por: Otavio Demasi Trabalhar com jovens rejuvenesce marcas, traz modernidade, sinergia, personalidade, mas é bom saber que são inconstantes, exigentes, otimistas, informados, individualistas e gostam de tecnologia. É preciso saber ouvi-los, ter informações, estar por dentro do estilo de vida, modismos, além de valor justo via consumo sustentável.
No Brasil, 81,3 milhões possuem até 23 anos. Em 2002, 54% viajaram. Gastam 10% do produto interno bruto, uns 100 bilhões de reais. Segmentos de moda, celulares, alimentos, jóias, tecnologia, cartões de crédito, bancos, disco, já, investem com força. O IBGE ¿ possui o estudo ¿População Jovem no Brasil¿. O Provar da FIA, tem o trabalho ¿Comportamento dos jovens no mercado brasileiro¿ e a Fundação Akatu , Consumo Jovem Consciente, que podem se tornar parâmetros, em análises mais acuradas. O SESC e inúmeras Associações, Sindicatos e Entidades com suas colônias de férias, clubes, acampamentos infanto-juvenil e no mundo todo, os Albergues da Juventude. Tentativas na área do turismo social, na década de 70 foram no Brasil taxadas de ¿turismo para farofeiros¿. Desse imenso público, 18% trabalham e os restantes tem papai, mamãe, vovô, vovó, tios, tias, padrinhos, madrinhas. Para conquistar tal clientela é preciso: transparência, passar credibilidade, autenticidade, interatividade, fugir de estereótipos, compromisso social , ecológico-ambiental. Trabalhar com jovens rejuvenesce marcas, traz modernidade, sinergia, personalidade, mas é bom saber que são inconstantes, exigentes, otimistas, informados, individualistas e gostam de tecnologia. É preciso saber ouvi-los, ter informações, estar por dentro do estilo de vida, modismos, além de valor justo via consumo sustentável. Empresas com filosofia, com posicionamento, que buscam experimentação, que se ligam, criem ou interagem com programas e ou serviços que gerem melhoria de qualidade de vida, preservação, acopladas a pessoas e ou entidades com credibilidade, são candidatas naturais a conquistarem tal público. É evidente que essa sinergia depende de ações conjuntas com o setor de transportes rodoviário, aéreo, ferroviário, fluvial e lacustre interação com a hotelaria convencional e extra-hoteleira, aproveitando ociosidades, empresas promotoras de eventos esportivos, empresas voltadas ao turismo de aventura, formando um cluster especial de olho nesses 100 bilhões de reais. Pagado às 6:20 PM APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATA Só na Indonésia
Só no México
Só no Havaí
Só na Índia
Pagado às 6:15 PM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATASegunda-feira, Novembro 17, 2003 Um dos maiores entroncamentos rodoferrovi-ários do Sul do País, aos 51 anos de sua fun-dação e com 280 mil habitantes, Cascavel é pólo geo-econômico do Oeste Paranaense. Com apenas 0,28% do território brasileiro, a região produz 13% dos grãos colhidos no País. Industrializa 1,5 milhão de frangos ao dia. Concentra um dos maiores rebanhos suínos e uma pecuária de corte das mais avançadas do mundo. Detém a maior bacia leiteira do Paraná, que produz e 650 milhões de litros ao ano. Esta vocação para o trabalho e parcela ex-pressiva do potencial de consumo regional transfere-se para o Parque de Exposições da Sociedade Rural do Oeste, durante os 10 dias de Expovel. Toda a força do Comércio e Industria, segmentos em franco desenvol-vimento, também está presente no interior do Parque de Exposições. Visitantes do Brasil e Exterior reúnem-se, numa festa de lazer, integração, negócios, conhecimentos, inter-câmbio de tecnologias e genética animal. Pagado às 7:50 AM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATASegunda-feira, Outubro 27, 2003 Turismo:Tem de gostar muito do Brasil " Da falta de vôos a descabidos maus tratos, sobram motivos para os estrangeiros evitarem as viagens ao país. Mesmo assim, há os que persistem." Você visitaria um país distante dos roteiros turísticos mais completos, com poucas e caras opções de vôos, onde poucos falam outro idioma além da complicada língua local, existe franca exploração de preços para estrangeiros, os níveis de insegurança são internacionalmente famosos, a conservação de monumentos é precária, as estradas são esburacadas e as informações sobre lugares históricos ou belezas naturais são elementares, quando existem? Convenhamos, é difícil convencer-se de que vale a pena visitar o Brasil. Não é por acaso que o país ocupa o 34º posto no ranking do turismo internacional e perdeu 20% do movimento de visitantes de 2001 para o ano passado. Mesmo assim, 3,8 milhões de estrangeiros estiveram por aqui em 2002. Claudio Rossi O EXECUTIVO "Vou ficar uma semana em São Paulo para uma feira de educação. Gosto de ir a restaurantes e museus, se bem que nesse quesito Londres é mais bem servida. O trânsito da cidade é o que me irrita." Graham Snape, inglês de 56 anos, já veio ao Brasil três vezes, a trabalho A Embratur, que planeja elevar esse total para 9 milhões de visitantes em quatro anos e triplicar os 3 bilhões de dólares gastos por estrangeiros no país, fez um estudo para mapear quem são esses turistas que vencem tantos obstáculos e insistem em conhecer o Brasil. Descobriu dados e gente interessantes. Só uma minoria vem ao país como resultado de uma política consistente de marketing no exterior. Quase 70% dos visitantes recebidos no ano passado já haviam estado aqui anteriormente. Mais de 50% fizeram a primeira visita por influência de relatos de amigos que já tinham vindo ao país. A maioria deles chega reclamando de ter ficado no avião pelo menos quatro horas a mais que o suportável para uma viagem confortável. Perto de 15% recorreram à internet para colher informações básicas antes da viagem. A desinformação sobre o Brasil é tanta que muitos se surpreendem quando chegam aqui. "Decidimos passar as férias no Brasil porque somos admiradores da arquitetura modernista brasileira, mas não imaginávamos que o país tivesse uma diversidade cultural tão grande", disse Oriol Casas Cancer, de 31 anos, espanhol, enquanto visitava Salvador com sua namorada holandesa, Candice de Rooij, de 29 anos. Eduardo Queiroga O BON VIVANT "Não estou interessado em atrações turísticas ou praias. Venho para conhecer pessoas. Adoro as mulheres brasileiras. Não existe motivo melhor para visitar o Brasil." Patrice, francês de 43 anos, trabalha na construção civil e mora em Paris. Na última viagem, passou seis dias em Fortaleza e quatro no Recife Como esse casal de europeus, grande parte dos turistas chega ao Brasil com motivação específica. É o caso do pescador de tucunaré na Amazônia, da estudante portuguesa que é fã das novelas brasileiras e do negro americano que quer conhecer a influência africana na cultura baiana. Também há os que passam apenas o Carnaval no Brasil e as levas de homens desacompanhados que desembarcam no Nordeste interessados em sexo barato. Em razão da crise na Argentina, caiu à metade a freqüência dos visitantes do país vizinho, que vinham dando alguma consistência à estrutura de turismo receptivo no sul do país. "Mas mesmo assim, e ainda que tenham sido sempre tratados a pontapés no Brasil, os argentinos continuam a ser nossos clientes mais importantes", diz Tasso Gadzanis, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens. "Isso mostra que precisamos perder o preconceito e anunciar o Brasil no mercado sul-americano." Marcia Lima OS APOSENTADOS "Viajamos todo ano, quase sempre para um país tropical. Decidimos vir ao Brasil convencidos por nosso vizinho. Eu tinha a imagem de um Rio muito violento. Mas não vi assaltos e achei as praias bem policiadas." Elena Messina, professora universitária italiana de 62 anos, acompanhada do marido, Giuseppe, de 65 anos, e de um grupo de vinte italianos Desde o início deste ano, a Embratur só cuida da promoção do Brasil no exterior como destino turístico. Livre de tarefas como atribuir estrelas aos hotéis ou licenças a motoristas de vans, espera-se que a empresa possa melhorar o foco de sua atuação. "Estamos aumentando nossa participação em feiras e vendendo o país em toda a sua diversidade", diz Eduardo Sanovicz, presidente da Embratur. É pouco. O orçamento da companhia na área de publicidade é de 12 milhões de reais. O governo gasta nesse tipo de promoção menos do que a Jamaica ¿ país com metade do tamanho de Sergipe e cuja população não passa de 2,7 milhões de habitantes. A própria Bahia, sozinha, consome quase a mesma coisa que o governo federal. No ano passado foram 10 milhões de reais para promover o Estado no exterior. Salvador é a terceira cidade mais visitada por estrangeiros, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo, cujo grande trunfo é o turismo ligado a feiras e convenções de negócios. No uso desse dinheiro escasso, os baianos procuram ser criativos. "Anunciar no exterior é caro", diz Cláudio Taboada, presidente da empresa estadual de turismo. "Mas existem formas mais baratas de criar uma imagem positiva, como incentivar a produção de documentários sobre a cultura e o esporte." Carlos Edvardo Berni O PESCADOR "A Amazônia é um dos melhores lugares do mundo para a pesca esportiva.. Acho inconcebível que um americano tenha de desembarcar em São Paulo e depois voar de novo em direção ao norte para chegar à floresta." Timothy Anderson, de 51 anos, empresário americano, pesca todo ano no Brasil O desafio torna-se mais complexo porque existem inúmeros detalhes a superar. O Brasil fica a pelo menos dez horas de viagem dos principais países emissores de turistas ¿ quanto a isso, não há o que fazer. As companhias aéreas, numa crise mundial, reduziram em 6% o total de assentos oferecidos em rotas ao país. A imprensa estrangeira dá mais destaque à pobreza e à violência do Brasil do que a suas belezas naturais.. Segundo o Ministério da Educação, só 15% dos universitários conseguem comunicar-se em espanhol e 35% dizem saber inglês ¿ imagine-se o que ocorre entre os 90% da população que não têm curso superior. Não faltam hotéis que insistem em cobrar de estrangeiros preços diferenciados ¿ mais altos, claro. Para complicar, 77% dos turistas que vêm de outros países chegam aqui sem ter contratado os serviços de agências de viagem e acabam ainda mais expostos a essas dificuldades.. Oscar Cabral AS MOCHILEIRAS "De tanto ouvirmos falar bem do Brasil, decidimos vir, depois de uma boa pesquisa na internet. No Rio, esquecemos uma máquina fotográfica no táxi, mas o motorista a achou e a devolveu no hotel." Mona Badani e Elena Gold, estudantes americanas de 25 anos, pela primeira vez no Brasil Alguns desses problemas podem ser reduzidos. Para minimizar as escalas longas e desconexas nos aeroportos, por exemplo, há a possibilidade de aumentar a quantidade de vôos fretados a serviço de turistas. "Temos só 2% de vôos domésticos desse tipo, enquanto na Europa a taxa de vôos fretados é de 40%", diz Milton Zuanazzi, secretário nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo. Isso também baratearia as tarifas. Um europeu que paga o equivalente a 200 reais por uma passagem de Berlim a Paris se assusta com os 360 reais que se cobram para ir de São Paulo a Brasília ¿ percurso praticamente igual ao realizado entre as capitais da Europa. Outro investimento prioritário, por razões óbvias, é proporcionar segurança nas áreas de grande afluxo turístico. "É uma regra simples", diz José Manuel Iglesias Garcia, sócio de uma agência receptiva em Salvador. "Se durante toda a viagem o turista não for assaltado nem uma vez, ele sai dizendo que quer voltar ao Brasil." Nos primeiros nove meses deste ano, a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista no Rio de Janeiro registrou 2.290 ocorrências envolvendo estrangeiros. Pagado às 5:25 PM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATAQuarta-feira, Outubro 22, 2003 Turismólogo - Uma profissão do Futuro? Em 1998, a Veja divulgou que o turismo era o curso mais disputado pelos vestibulandos, na tabela com os cursos mais concorridos da USP. Muitos meios de comunicação apontavam o profissional bacharelado em turismo como uma das profissões mais promissoras. Com o aumento da divulgação na mídia, muitos estudantes que não sabiam direito o que queriam, penderam para o lado das viagens, acreditando que suas vidas seriam dentro de aviões e sempre com suas malas prontas. Por causa dessa demanda, muitas universidades e faculdades criaram cursos de turismo, hotelaria e outros segmentos do leque que a área proporciona. Criando o conhecido ¿fast food¿ do ensino. Agora vem o questionamento se foi uma boa idéia esse crescimento desenfreado dos cursos, já que após essa grande oferta de profissionais no mercado, aumentou muito a concorrência e muitas vezes de forma desleal. Algumas universidades estão enviando para o mercado profissionais mal preparados, que estão disputando vagas no ramo do turismo. Então é preciso parar para pensar. O turismo realmente é uma carreira promissora, sem dúvidas. Mas para aqueles que sabem que suas vidas estarão atreladas a uma situação completamente diferente de que muitos alunos pensam. O dia-a-dia é bem diferente. Os profissionais de turismo, estudaram e aprenderam com os docentes experientes e que viveram a instabilidade do mercado. Eles ensinaram a necessidade de tantas disciplinas, como o direito, marketing, planejamento turístico, história, ecoturismo, entre tantas outras que muitas vezes parávamos para pensar por que elas estavam ali no meio da grade curricular. Mostraram que o turismo é global, multidisciplinar e muito mais complexo que uma simples mala pronta para viajar todos os dias. O turismólogo tem que estar preparado para realizar o sonho dos turistas. Dizer a eles onde, quando e como ir para os melhores lugares do mundo e também quanto pagar pelos momentos de prazer. E ainda, as aulas de psicologia explicavam a necessidade de termos controle e sabermos lidar com todos os níveis sociais, etnias e situações inesperadas. Por essas e outras que o bacharel em turismo não pode ter preconceito. Ele precisa saber atender todas as pessoas do mesmo jeito. Com tantas riquezas naturais e culturais que o mundo tem, o diferencial da demanda do mercado será você. Aquele que sabe que devemos atender todos da mesma maneira e saber que o pagamento será a satisfação e realização do seu turista. Falando sobre pagamento, quem almeja uma grande remuneração logo de início precisa estar preparado para a realidade do país. A oferta de trabalho existe, mas o mercado busca especialmente aqueles que estão preparados para abrir mão de seus finais de semana, muitas vezes de suas vidas pessoais, para levar para outras pessoas a agradável surpresa de conhecer lugares inesquecíveis. O turismo vai crescer, com certeza. Pois a cada dia as pessoas buscam e necessitam cada vez mais de momentos de lazer. Essas pessoas estão percebendo que só trabalhar não é suficiente para uma vida feliz. É preciso muito mais: momentos junto à natureza, dormir em um hotel diferente, tomar banho de mar, em águas claras e limpas, experimentar uma comida diferente, andar de avião, de trem, de ônibus, de jumento, de qualquer jeito, mas aproveitar a vida de uma maneira mais leve e feliz, ou seja viajando. Seja o diferencial. Atenda de uma maneira única. Lembre-se de sorrir sempre. A paciência é uma virtude, mas não adiantará nada se você não tiver prazer no que faz. Aprenda sempre. Não espere sentado as mudanças. Estude constantemente. O turismólogo tem que saber de tudo, pois o turista poderá perguntar algo a você a qualquer momento. Leia, leia muito para disputar esse mercado e acredite em você. ![]() Pagado às 2:02 PM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATASegunda-feira, Outubro 13, 2003 O que é turismo?
Turismo é uma atividade que envolve o deslocamento de pessoas de um lugar para o outro. É uma mistura complexa de elementos materiais, que são os transportes, os alojamentos, as atrações e as diversões disponíveis, e dos fatores psicológicos, que seriam desde uma simples fuga, passando pela concretização de um sonho ou fantasia, até simplesmente a recreação, o descanso e incluindo ainda inúmeros interesses sociais, históricos, culturais e econômicos. Devido a esses elementos, cada vez mais pessoas em todo o mundo encontram nas viagens a melhor alternativa para preencher seu tempo livre. Daí as boas perspectivas para o turismo.
Atualmente a industria do turismo está oscilando entre o 2° e o 3° setor de maior movimentação econômica em escala mundial. O turismo emprega 250 milhões de pessoas em todo o planeta, e é o maior gerador de receitas de impostos, equivalendo atualmente a US$ 802 bilhões de dólares. É a maior industria do mundo em termos de produção bruta, que passa dos US$ 3,4 trilhões de dólares segundo a Organização Mundial do Turismo. Esses números mostram a importância que o turismo tem para o mundo, principalmente por ser um gerador de renda e empregos. No Brasil, a atividade turística vem apresentando um crescimento bastante expressivo para a economia. Com uma receita de US$ 3,678 bilhoes de divisas para o país e atuando sobre 53 diferentes segmentos da economia, a indústria do turismo vem crescendo de maneira extremamente veloz , garantindo um avanço econômico-social nas mais diversas regiões e possibilitando, assim, a expansão do mercado de trabalho. A visão de que o turismo é uma atividade a ser empreendida na ausência de outras alternativas econômicas, não poderia estar mais distante da realidade. Um pais tropical, com 8.000 km de praias, somados as grandes atrações naturais, como a Amazônia e o Pantanal, sem falar do seu povo, conhecido pela hospitalidade e alegria de viver, tem um concreto potencial turístico que precisa ser preservado, que infelizmente está sendo agredido pela falta de planejamento sustentável. Muitas localidades estão destruindo seu potencial turístico com a saturação, a desordem urbana e a degradação dos meios naturais e culturais. Um dos principais pontos analisados para se obter melhores resultados, é a necessidade de melhorias na infra-estrutura básica das regiões turísticas, de forma a criar cenários para atrair investimentos privados e melhorar a qualidade de vida das populações que vivem nessas regiões. Infelizmente, o governo não dá a atenção devida ao turismo, ainda faltam estratégicas apropriadas para a exploração do grande potencial que temos neste segmento, para se ter uma idéia, o Brasil só recebe cerca de 5 milhões de turistas, enquanto a França recebe 60 milhões, uma diferença lamentável. Segundo a EMBRATUR (Empresa Brasileira de Turismo), calcula-se que só o turismo internacional movimente no país US$ 4,4 bilhões de dólares, uma arrecadação de 38 bilhões de dólares e investimentos de US$ 20 bilhões de dólares para até 2004, o que deve gerar 43.000 empregos diretos. A estimativa para o setor até o final deste ano de 2002 é de que se abram mais 500.000 postos de trabalhos diretos e indiretos. Falta, apenas que o governo perceba o quanto é necessário estabelecer uma estratégia adequada para se explorar decentemente todos os recursos naturais e artificiais que temos no segmento de entretenimento e lazer e tornar a atividade turística brasileira acessível a todos. O que o profissional em turismo faz? O Bacharel em Turismo e Hotelaria é o profissional com formação superior, habilitado para desempenhar atividades nos principais setores da área turística e hoteleira. O mercado de trabalho para o bacharel em Turismo e Hotelaria é diversificado, sendo que o mesmo pode inserir-se em diversas áreas, destacando-se principalmente: meios de hospedagens, agências de viagens, órgãos públicos e privados, transportes, eventos, recreação e lazer, gastronomia, marketing, consultoria, planejamento e pesquisa. E como é o mercado de trabalho? O mercado de trabalho para o bacharel em Turismo e Hotelaria é diversificado, sendo que o mesmo pode se inserir em um dos diversos conjuntos de atividade: - Estabelecimentos privados turísticos e hoteleiros; - Agências de viagens e turismo; - Companhias áreas e demais setores de transportes; - Congressos, convenções e eventos de caráter regional, nacional e internacional em geral; - Centros de informação, documentação e pesquisa turística; - Órgãos oficiais de Turismo; - Instituições de caráter misto (público e privado) para fomento, planejamento, pesquisa e controle de atividades turísticas; - Marketing e vendas turísticas; - Áreas de turismo de segmentos ecológico, social, infanto-juvenil, melhor idade, eventos, segmentos étnicos ou culturais em geral. - Formação profissional em Instituições de Ensino Médio ou Superior de Turismo, em instituições públicas ou privadas, nos campos de educação e pesquisa (cursos de especialização e de pós-graduação são imprescindíveis para capacitação profissional nesta área); - Áreas voltadas ao entretenimento, como recreação e lazer programados; - Escritor de textos e publicações para jornais, revistas e livros especializados; - Serviços de Alimentos e Bebidas em vários segmentos; - Assessoria e consultoria em assuntos relacionados com turismo, hotelaria, lazer, recreação, cultura, eventos e outros. Pagado às 9:22 PM APRENDA TURISMO, AQUI, COM A NATA Localização da NaTa De TuRiSmO
Brasil
Paraná
Cascavel em 1994
Pagado às 8:33 PM +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ |